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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Amo o frio do inverno mais do que o calor quente do verão, amo mais o vento gelado arrepiando minha pele de uma maneira gelada do que o calor humano que sentimos inevitavelmente em um verão. Prefiro fotos preto em branco, eu prefiro a minha timidez. Amo o ocultismo de meus segredos e o mistério que essa vida me sussurra. Sou mal-humorada, penso e repenso: eu penso demais. Prefiro não esconder que não sou de ferro. As vezes olho algumas fotos de infância e choro de saudades, nós somos TÃO puros quando crianças. E não tenho vergonha de admitir que perdi certas coisas.
As vezes estou sentada em minha cama e olho as paredes do meu quarto, os objetos e móveis, olho os retratos, meus cadernos, livros e cada olhar me lembra de um momento, meus sentimentos explodem juntos nessa hora.
Gosto de sair na rua durante o dia, ver que as pessoas estão vivas e se movimentando, eu AMO trabalhar. Acho o cabelo um meio de se expressar.
Quantas vezes antes de ir dormir não conseguia me concentrar e ficava com um medo de qualquer coisa má, coisas ruins que podiam me acontecer. Tenho medo de pessoas más, e medo de me tornar uma. Tenho medo de quando ficar velha não gostar mais de me olhar no espelho pela velhiçe, é eu tenho medo.
Amo diversos universos, mas uma coisa que não me desfaço nunca: Minha ligação com meus antepassados.
Isso foi um desabafo em plena sexta feira as 22:36.